Tecnologia e inovação na pandemia: exemplos de marcas que vêm se destacando

Como definiu Clayton Christensen, professor de Administração de Negócios da Harvard Business School, “as inovações revolucionárias ocorrem quando a tensão é maior e os recursos são mais limitados. É quando as pessoas estão realmente muito mais abertas a repensar a maneira habitual de fazer negócios”. Isso pode ser visto recentemente, quando designers e marcas começaram

INFO

Como definiu Clayton Christensen, professor de Administração de Negócios da Harvard Business School, “as inovações revolucionárias ocorrem quando a tensão é maior e os recursos são mais limitados. É quando as pessoas estão realmente muito mais abertas a repensar a maneira habitual de fazer negócios”.

Isso pode ser visto recentemente, quando designers e marcas começaram a se unir para desenvolver soluções que unem empatia, criatividade, tecnologia e inovação. O objetivo é ajudar as pessoas a lidarem com as mudanças de rotina provocadas pela pandemia, como novas práticas de trabalho, educação e, até mesmo, hábitos mais rigorosos de higiene. 

Felizmente, muitas dessas iniciativas já foram implementadas e estão dando certo. E várias outras estão sendo testadas, mostrando que tem gente topando esse desafio com sucesso!

Soluções que aliam tecnologia e inovação para o combate ao coronavírus

Seja por meio de um novo olhar sobre itens que passaram a ser essenciais no dia a dia ou de soluções ágeis e acessíveis para atender as demandas urgentes que surgiram no cenário, marcas e designers de todo o mundo mostram a força da cooperação durante a pandemia. Enquanto algumas se munem de alta tecnologia para reduzir a geração de lixo ou os riscos de contágio do coronavírus, outras recorrem a esquemas de trabalho colaborativo para agilizar processos. Confira alguns exemplos inspiradores! 

1. Máscaras sustentáveis para otimizar a rotina

Como abordar assuntos de moda e beleza quando a população está com os rostos cobertos por máscaras? A Milk Makeup, empresa que aposta em cosméticos veganos de gênero neutro, deu um bom exemplo: se aliou à Collina Strada, marca de roupas focada na abordagem sustentável, para produzir máscaras faciais com apelo fashion, feitas de sobras de tecido. A iniciativa #LiveYourLook busca atribuir “expressão” às pessoas e vai doar centenas de máscaras para um centro americano de acolhimento à população LGBTQ+.

Enquanto as máscaras da Milk Makeup e da Collida Strada inovam pela moda, os modelos criados pela Bilio, empresa americana que produz bolsas sustentáveis, surpreendem pelo conforto e processo de fabricação, altamente tecnológico e sem geração de resíduos. Produzidas com um fio de poliéster reciclado que recebe tratamento antimicrobiano, as “Bilio Masks” são reutilizáveis e ainda tem a vantagem de se adaptar a vários tipos de rosto.

2. Wearable que monitora a saúde de idosos 

Para ajudar a prevenir o contágio pelo coronavírus, o estúdio de design londrino Tangerine se uniu à startup Connido, que trabalha com tecnologia para monitoramento de bebês, para desenvolver uma solução de acompanhamento da saúde dos idosos em casa. Assim “nasceu” o Bluebell InTouch, que foi criado em três semanas — aproveitando algumas tecnologias que a Connido já disponibilizava em seus produtos — e está em fase de testes.

O kit inclui um monitor em forma de clipe, que deve ser colocado na roupa do idoso para medir a temperatura e a respiração (wearable); uma pulseira inteligente, que pode ser usada também como colar; e um aplicativo, que pode ser conectado a uma central de ajuda. Em caso de alteração, o monitor avisa imediatamente, através da pulseira ou do aplicativo, que podem estar com o idoso ou outra pessoa.

3. Termômetro para um retorno mais seguro

Já a Kinsa, uma empresa americana que cria produtos e serviços inteligentes para monitoramento de saúde, está criando soluções para reduzir o risco de contágio no pós-pandemia. Para isso, a marca está monitorando a saúde de seus clientes toda vez que eles fazem uso de um produto que ela já comercializava: um termômetro ligado a um aplicativo. E, com base nessas informações, a companhia está montando um banco de dados que permite analisar a trajetória da Covid-19 nos Estados Unidos. 

E pensando especificamente no retorno escolar das crianças, a empresa vai ampliar o seu programa FLUency, que distribui os termômetros inteligentes em escolas para crianças de baixa renda, desde 2017. A ideia é permitir que os professores possam monitorar a temperatura dos alunos com mais agilidade, reduzindo o tempo de contato entre as crianças saudáveis e as com suspeita de Covid-19, além de otimizar o banco de dados da marca.

4. Robô para “dar uma mão” na higienização de produtos 

Se você já está chateado com a nova rotina de higienização de produtos após fazer as compras, imagina o trabalho que isso dá nas prateleiras dos supermercados? Por isso, a equipe de tecnologia da Amazon está trabalhando em uma solução que pode ajudar as empresas durante a pandemia: um robô que emite luz UV para desinfetar superfícies.

A novidade ainda está em fase de testes na rede de supermercados Whole Foods, mas pesquisas da Columbia University e da American Society for Microbiology tem mostrado que, em um certo espectro, a luz UV pode modificar o material genético do coronavírus, impedindo que ele se reproduza. 

5. Hospitais de campanha com tecnologia open source

Para aumentar a capacidade dos hospitais durante a pandemia, designers, engenheiros e especialistas em tecnologia para saúde se uniram para o desenvolvimento do Connected Units for Respiratory Ailments – CURA (Unidades Conectadas para Doenças Respiratórias, em português). E a característica open source (colaborativa) foi estendida a outros profissionais de áreas relativas ao projeto, que também desejem contribuir com as pesquisas. Para isso, basta acessar o site do CURA e acessar a proposta para sua cidade.

Para viabilizar o projeto, a equipe transformou contêineres de transporte em módulos de terapia intensiva — com capacidade para dois pacientes — que contam com um sistema de biocontenção, impedindo a saída do ar contaminado. Desde o lançamento, o CURA já recebeu intervenções de mais de dois mil profissionais, o que agilizou o aprimoramento da solução. Assim, já foi implementada uma unidade em um hospital temporário em Turim, na Itália, e outras unidades estão em construção nos Emirados Árabes e Canadá.

A pandemia do coronavírus trouxe grandes transformações para o cotidiano das pessoas e dos negócios. Felizmente, com muita empatia, tecnologia e inovação, vários designers e marcas de várias partes do mundo estão usando seus recursos para criar soluções que trazem mais bem-estar e saúde. Assim, com criatividade e colaboração, fica mais fácil lidar com tantas mudanças, não é mesmo? Para receber mais doses de inspiração como essa, continue acompanhando nosso blog e siga a Pande também no Instagram e Facebook!