Tendências de Branding 2020: #4 – Burnout

O burnout é o assunto do momento e isso é mais que justo! Afinal, muitas pessoas sofrem com essa síndrome diariamente, tendo que lidar com consequências que vão além bem da vida profissional. Mesmo na Suécia, onde as leis trabalhistas são consideradas uma das mais avançadas, o esgotamento físico e mental  já foi o principal

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O burnout é o assunto do momento e isso é mais que justo! Afinal, muitas pessoas sofrem com essa síndrome diariamente, tendo que lidar com consequências que vão além bem da vida profissional. Mesmo na Suécia, onde as leis trabalhistas são consideradas uma das mais avançadas, o esgotamento físico e mental  já foi o principal motivo de falta ao trabalho. Aqui no Brasil, o cenário não é muito diferente: segundo uma pesquisa divulgada pela Revista Época, cerca de 20 milhões de pessoas sofrem com o burnout no país. E tudo isso afeta não só as pessoas. As organizações também são impactadas — e isso explica porque essa é uma das tendências de branding que mais merece a atenção das marcas em 2020.

Burnout x empresas: mudar é preciso

Para começar, precisamos entender que a perda de produtividade causada pelo burnout vem afetando diretamente o funcionamento das organizações e, até mesmo, leis trabalhistas. Só para se ter uma ideia, alguns países, como a Finlândia, estão reduzindo as jornadas de trabalho em busca de minimizar os níveis de estresse dos trabalhadores (que poderão passar mais tempo com a família) e, consequentemente, manter a produtividade.

Já em países que não seguem a mesma linha, essa iniciativa foi adotada por algumas empresas privadas. Afinal, há um entendimento hoje de que as organizações também são responsáveis pelo bem-estar de seus funcionários. A Microsoft do Japão, por exemplo, optou por ter semanas com apenas quatro dias úteis e, segundo a empresa, o faturamento por funcionário cresceu 40%, considerado um aumento bastante significativo. 

Mas a qualidade das horas trabalhadas também é uma questão importantíssima para se evitar ou combater o burnout. Por isso, as organizações vêm se preocupando cada vez mais com o “Employee Experience” (experiência do funcionário, em português), valorizando, por exemplo, ambientes de trabalho mais confortáveis, estimulantes e que proporcionem felicidade e crescimento aos seus funcionários.

Podemos dizer que essas empresas estão no “caminho certo”. Afinal, se a marca tem um propósito (e ela precisa ter!), é fundamental exercê-lo, antes de tudo, junto aos seus colaboradores. Mas a Síndrome de Burnout traz ainda uma outra questão: ela reflete na percepção que os consumidores têm das empresas e isso varia de acordo com as ações adotadas. Por isso, as marcas já estão trazendo essa discussão para o próprio branding.

Uma comunicação mais empática

Além de garantir o bem-estar internamente, com ações para evitar ou combater o burnout, as empresas precisam comunicá-las aos consumidores. Mas algumas marcas estão expandindo ainda mais essa iniciativa, realizando diversas atividades que abordam a saúde mental, para buscar reduzir o estresse também dos consumidores. As pioneiras, nesse caso, são as redes sociais, e isso não é por acaso. Afinal, elas são tidas como vilãs quando o assunto é ansiedade, que é uma das causas de burnout

Para amenizar esse impacto negativo, o Instagram, por exemplo, além de retirar a visualização do número de curtidas, já lançou uma campanha sobre o tema e cocriou o projeto #digitalsempressão, que, em linhas gerais, é um guia para que o usuário aproveite a rede da melhor forma possível e passe a refletir sobre suas escolhas de compartilhamento.

Mas empresas do ramo de saúde mental (que, inclusive, vêm mostrando resultados surpreendentes) e de outras áreas também estão se aventurando a falar do assunto. E o Burger King é uma delas. Em 2019, a marca lançou, nos EUA, uma campanha com “lanches infelizes”, junto com a Mental Health America. Assim, constaram no cardápio combos como o “Pissed Meal”, para quem se sente bravo, e o “Blue Meal”, para aqueles que estão mais tristes no dia. Com essa ação, a ideia da empresa era mostrar que nem sempre estamos bem e que isso é completamente normal. Veja o vídeo da campanha.

Dessa forma, podemos observar que as empresas estão passando a tratar mais de temas como saúde mental, ansiedade, depressão e burnout, tanto internamente quanto externamente. Para isso, elas vêm abordando não somente o trabalho em si ou o seu produto, mas as relações humanas de forma mais ampla. E isso faz muito sentido, pois sabemos que para que uma pessoa atinja altos níveis de esgotamento, diversas esferas da vida podem estar envolvidas nesse processo. E falar sobre isso é fundamental! 

Por isso, essa temática vem sendo uma das principais apostas para as marcas em 2020! E, se você quiser saber mais sobre essa e outras tendências que também prometem se destacar neste ano, confira o nosso e-book.