Vídeos interativos: a tendência que vem revolucionando a experiência do usuário

Tutoriais no IGTV, clipes musicais no YouTube, séries na Netflix, vídeos virais no Whatsapp… É inegável a influência do audiovisual nos cenários digitais. O consumo de vídeos on-line tem crescido em larga escala nas últimas décadas e isso possibilitou a criação de um estilo ainda mais envolvente de produção: os vídeos interativos. Para se ter

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Tutoriais no IGTV, clipes musicais no YouTube, séries na Netflix, vídeos virais no Whatsapp… É inegável a influência do audiovisual nos cenários digitais. O consumo de vídeos on-line tem crescido em larga escala nas últimas décadas e isso possibilitou a criação de um estilo ainda mais envolvente de produção: os vídeos interativos.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa do Google divulgada na edição 2019 do evento YouTube Brandcast revelou que o consumo de vídeos da plataforma passou de uma média de 8 para 19 horas por semana em apenas quatro anos. Isso corresponde a um crescimento de 135% e o público brasileiro corresponde a uma grande fatia desse mercado!

Mas o que são vídeos interativos?

São narrativas que estimulam a interação com o usuário, oferecendo a ele uma experiência completamente criativa e inovadora. A ideia é criar um ambiente propício para que o espectador — que antes se encontrava em posição passiva — adote uma postura ativa. 

Esse filme interativo possui algumas funções que requerem uma ação de quem o assiste e, geralmente, o caminho que a ficção irá seguir vai depender do comando disparado pelo usuário. Assim, em vez de apenas assistir o vídeo, ele se torna parte daquela produção. 

Quem está apostando nessa tendência?

Embora se trate de uma modalidade relativamente nova, muitas marcas já estão investindo na criação de vídeos interativos. A produção que mais ganhou visibilidade, até o momento, foi um episódio da série Black Mirror, “Bandersnatch”, gravado para a Netflix. O filme, que  viralizou durante o lançamento, possui cinco versões e depende da interação do espectador em diversas situações. Assim, a narrativa pode ganhar finais diferentes de acordo com os comandos fornecidos pelo usuário. 

Outro exemplo que oferece uma experiência imersiva é o videoclipe — lançado recentemente — do clássico “Like a Rolling Stone“, de Bob Dylan. A proposta é que a música seja “cantada” por personalidades em diversas emissoras da TV americana. Para isso, é disponibilizado um comando que permite ao usuário “mudar de canal” sem que a música pare de tocar. Assim, a canção parece estar sendo interpretada pelos artistas e apresentadores que vão sendo mostrados em cada canal. Interessante, não é mesmo?

Ferramentas para produzir vídeos interativos

A gente sabe que a interação é peça-chave na experiência do usuário com as marcas e, por isso, os vídeos interativos estão se mostrando um verdadeiro sucesso. Pensando nisso, algumas plataformas lançaram ferramentas que permitem a criação de vídeos com esse recurso. E entre os softwares disponíveis, existem tanto opções gratuitas quanto pagas. 

O Vizia é um programa que permite a inserção de questionários, enquetes e outras funções interativas nos vídeos, sem que o usuário precise pagar nada. Já a plataforma Vidzor possui um plano gratuito para quem deseja começar a produzir vídeos que estimulam a interação. 

Para aqueles que estão dispostos a investir em produções ainda mais profissionais, o Wirewax promete dar conta do recado. Afinal, o programa possui em sua lista de clientes nada menos que Disney, BBC e Apple. Mas só está disponível na versão paga. 

Além das plataformas que se dedicam exclusivamente à produção de vídeos interativos, existem softwares que, embora não possuam apenas esse foco, se adaptaram à nova tendência e implementaram a ferramenta em suas interfaces. O Captivate da Adobe e o Wideo são alguns bons exemplos. 

Os vídeos interativos oferecem um alto nível de imersão, estimulam o protagonismo do usuário e prometem aumentar o engajamento do público com as empresas, ou seja, apresentam motivos suficientes para que as marcas invistam nesse recurso. Sendo assim, a tendência é que essa modalidade conquiste cada vez mais espaço nas telinhas.