Tendências de Branding 2020: #5 – Comunidade de Marca

Para quem não sabe ainda, a gente fala mais uma vez: as pessoas hoje não consomem produtos e serviços apenas pelos seus atributos, como uma boa qualidade ou um design agradável. Além de buscar uma solução que faça sentido para elas, com o melhor preço possível, é preciso que haja identificação com os valores e

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Para quem não sabe ainda, a gente fala mais uma vez: as pessoas hoje não consomem produtos e serviços apenas pelos seus atributos, como uma boa qualidade ou um design agradável. Além de buscar uma solução que faça sentido para elas, com o melhor preço possível, é preciso que haja identificação com os valores e o propósito da marca.

Por isso, uma estratégia que vêm sendo utilizada pelas empresas, a fim de estabelecer essas conexões com os consumidores, é a criação de uma comunidade de marca. Ainda não está familiarizado com o termo ou quer saber mais sobre o assunto? Então continue lendo o artigo, pois essa é uma das tendências de branding mais relevantes para 2020! 

Mas, afinal, o que é uma comunidade de marca?

O conceito de comunidade não é mistério para ninguém. Basicamente, o termo significa um grupo de pessoas que se unem em um tempo e espaço definidos, geralmente ligadas por interesses em comum. Assim, em uma comunidade de marca, o motivo dessa associação é a própria empresa ou alguma experiência interessante proporcionada por ela. 

E, se pensarmos bem, isso já ocorria de forma espontânea na década de 2000, com o Orkut. Nessa rede social, que se tornou muito popular no Brasil, já eram criadas comunidades, geralmente humorísticas, em que os participantes debatiam um tema pré-definido. E, em alguns casos, as piadas envolviam as marcas. 

Um ótimo exemplo disso é a comunidade “Queremos Coca-Cola 20 litros!!”, que contava com mais de um milhão de membros. Ela foi criada, em 2005, por consumidores da marca. E foi somente em 2011 que a Coca-Cola criou uma comunidade oficial na rede, que ficou famosa por uma ação da empresa, em que disponibilizou um skin (modelo de tela) exclusivo para os participantes colocarem em seus perfis.

De uns anos pra cá, essa estratégia passou por algumas mudanças. Isso porque, com a criação e popularização de outras redes sociais, como o Facebook, as marcas perceberam, de forma mais nítida, o valor das comunidades. E, assim, criaram páginas para interagir mais diretamente com os consumidores e, de fato, criar uma rede de relacionamento.

Desse modo, as marcas geraram mais proximidade com as pessoas, criando um sentimento de pertencimento e construindo um público leal. Por consequência, investiram em um outro tipo de divulgação, conhecido como Advocate Marketing (em português, Marketing de Defensores). E isso aconteceu porque os consumidores passaram a ver a marca não só como uma empresa, mas como um grupo social do qual eles fazem parte.

Uma estratégia de sucesso

A criação de uma comunidade de marca vem sendo vista como uma ferramenta tão poderosa, que as marcas estão investindo nessa estratégia e extrapolando as redes sociais. Dessa forma, além das páginas oficiais em redes, as empresas também estão criando os seus próprios canais de comunicação com os consumidores.

Esse é o caso da Apple. Sabemos que o iPhone não é tão desejado apenas pelas suas funcionalidades, não é mesmo? Existem diversos fatores que englobam o imaginário social e que fazem com que esse smartphone seja diferente dos demais, trazendo, até mesmo, um status de poder para os seus usuários. E isso é muito benéfico para a empresa, tanto que ela incentiva esse comportamento.

Para isso, uma das ações da marca é criar redes, como as Comunidades de suporte da Apple. Dessa maneira, ela pretende não apenas solucionar dúvidas dos consumidores sobre o funcionamento dos aparelhos. Além disso, o objetivo é conectar os usuários da marca ao redor do mundo e, assim, fomentar o sentimento de pertencimento.Ainda nesse sentido, até mesmo empresas que não possuem exatamente um espaço próprio para discussões apresentam a ideia de comunidade de marca por outros meios. A Adidas, por exemplo, chama as pessoas que fazem parte de sua comunidade de Runners e possui, inclusive, uma cultura com valores próprios.

Dessa maneira, podemos observar que o sentimento de grupo e coletividade está cada vez mais presente nos consumidores e, por isso, as empresas precisam considerar as comunidades de marca em suas estratégias de branding. E, além dessa, existem outras tendências que prometem se destacar neste ano! Para conhecê-las, é só conferir o nosso e-book “Tendências para 2020”.