Tendências de Branding 2020: #2 – Avatares Digitais

Uma velha estratégia utilizada pelas empresas para consolidar sua imagem é se apoiar em figuras carismáticas, como mascotes ou personalidades que se relacionam com a audiência da marca. E, apesar de antiga, ela ainda é muito utilizada e alcança bons resultados. Mas, em um mundo que tudo está se transformando com a tecnologia, essa estratégia

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Uma velha estratégia utilizada pelas empresas para consolidar sua imagem é se apoiar em figuras carismáticas, como mascotes ou personalidades que se relacionam com a audiência da marca. E, apesar de antiga, ela ainda é muito utilizada e alcança bons resultados. Mas, em um mundo que tudo está se transformando com a tecnologia, essa estratégia também vem sendo reinventada. Assim, surgiram os avatares digitais, que já estão revolucionando o mundo dos negócios. Para saber como isso está acontecendo, continue lendo este artigo!

Avatares digitais: o que são e como surgiram?

Tudo começou com a invenção da inteligência artificial, que, logo de cara, impactou o dia a dia das pessoas e a atuação das marcas, seja reduzindo burocracias através de chatbots, seja fazendo parte da rotina dos consumidores com os assistentes de voz. Assim, essa tecnologia foi ganhando, aos poucos, a simpatia das pessoas. 

E, à medida que esse mecanismo foi se consolidando, algumas marcas passaram a buscar um tom mais humanizado para esses robôs, inclusive com uma pitada de humor, como a Siri, a assistente de voz da Apple, que tira dúvidas e até arrisca um funk. Veja só:

Paralelamente a isso, foi observada uma cultura digital cada vez mais participativa, em que influencers ganharam uma força maior e a interação é mais intensa. Então algumas marcas pensaram em aliar as duas tendências e, assim, foram desenvolvidos os avatares digitais: personagens fictícios que usam de mecanismos como a inteligência artificial para resolver problemas e ganhar o coração dos consumidores.

Foi exatamente isso que fizeram ao criar o perfil de Miquela, uma robô brasileira-espanhola. Ela já fez diversas propagandas para marcas em seu perfil (incluindo Prada e Diesel) e atua como modelo e cantora, com direito a um single que viralizou no YouTube e Spotify. Ela tem quase 2 milhões de seguidores e posta diversas selfies, vídeos e fotos com pessoas reais ou outros robôs, por exemplo, o seu amigo BLAWKO.

Além disso, já se envolveu em polêmicas, como sua rivalidade com a robô-influencer Bermuda, suposta apoiadora do presidente estadunidense Donald Trump. Hoje, as duas são amigas e postam diversas fotos juntas. Ou seja, basicamente, Miquela tem uma vida como a de qualquer outra influenciadora e já teve inclusive o seu perfil hackeado (virando notícia em veículos importantes). A única diferença é que, na verdade, ela não é real. Mas, no universo digital em que tudo parece ser montado, até isso vem sendo questionado.

Os avatares digitais e as marcas brasileiras

Se você pensa que essa é uma tendência de branding que ainda vai demorar para chegar no Brasil, você não poderia estar mais enganado! Algumas marcas brasileiras, como o Magazine Luiza e a Natura, já estão investindo fortemente nessa estratégia. E com as personagens criadas por essas empresas, a humanização atinge um nível altíssimo e os consumidores se sentem muito mais próximos das marcas. Na prática, a Nat — avatar digital da Natura —, realiza o atendimento aos consumidores e divulga produtos e ações da marca, mas também dá conselhos, participa de tags e desafios, compartilha sua “rotina” e ainda fala sobre bem-estar, beleza e empoderamento.

E a Lu do Magalu segue no mesmo caminho. O seu famoso perfil no Instagram é usado  tanto para fins diretamente mercadológicos como para promover maior interação com os seguidores. Assim, podemos observar um feed composto por anúncios e fotos da Lu em sua “vida pessoal”, como nas festas de Natal e Ano Novo. Além disso, ela também posta fotos com outras figuras públicas como Maísa, Luciano Huck, Ludmilla e Marcelo Adnet.

E uma outra questão interessante é que as interações com os avatares digitais estão sendo tão intensas que, em alguns casos, são criados até fã-clubes para os robôs! E o contrário também é válido: é muito comum observar comentários negativos e haters nesses perfis.

Dessa forma, fato é que os avatares digitais chegaram para transformar a nossa relação com as mídias digitais e, consequentemente, a dinâmica da comunicação das marcas, que devem trazer muitas novidades para os consumidores em 2020. E, para conhecer mais sobre essa tendência de branding e diversas outras que prometem se destacar este ano, confira o e-book que preparamos para você!