Tendências de Branding 2020: #1 – Pressão Verde

Você já deve ter percebido que, por aqui, falamos sobre meio ambiente com uma frequência bastante alta. E não é para menos: a emergência climática vem afetando toda a sociedade nas últimas décadas e, com isso, diversos setores (inclusive o design) estão buscando alternativas para se adequar a esse novo cenário, em busca da construção

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Você já deve ter percebido que, por aqui, falamos sobre meio ambiente com uma frequência bastante alta. E não é para menos: a emergência climática vem afetando toda a sociedade nas últimas décadas e, com isso, diversos setores (inclusive o design) estão buscando alternativas para se adequar a esse novo cenário, em busca da construção de um mundo melhor. Assim, já podemos concluir que a sustentabilidade é uma das tendências de branding (e da vida) que vem se mostrando mais sólidas para este ano.

Por isso, você verá cada vez mais conteúdos sobre essa temática, tanto aqui na Pande quanto no resto do mundo! E, provavelmente, as questões climáticas e suas consequências para as marcas ainda passarão por algumas mudanças, que vão acirrar ainda mais o foco dessa pauta em 2020. E é sobre isso que falaremos neste artigo.

Sustentabilidade não é mais um bônus, é pré-requisito

Antigamente, as empresas com selos de responsabilidade ambiental ou que eram transparentes quanto ao seus processos produtivos, se destacavam no mercado apenas com essas ações e, assim, ganhavam a fidelidade de muitos consumidores. Mas, agora, isso está mudando, principalmente paras as pessoas nascidas a partir dos anos 2000, que serão, provavelmente, a maior geração de consumidores em 2020.

A geração Z tem uma tolerância baixíssima com marcas que não contribuem, de alguma forma, para a melhoria do meio ambiente. Afinal, eles serão extremamente afetados pela emergência climática. Mas grande parte dos Millennials (1980-1995) e da Geração X (1065-1979) também pensa da mesma forma. E claro que os  Alphas (nascidos de 2010 pra cá) também pressionarão as marcas a se tornarem mais “verdes”.

Assim, não é exagero dizer que a sustentabilidade está se tornando o fator mais importante na decisão de compra. E, se você não acredita, os dados estão aí para  comprovar: 73% das pessoas estão dispostas a pagar mais por produtos sustentáveis, segundo o estudo da First Insight. E, segundo um artigo da Nielsen, 58% dos brasileiros não compram produtos que realizam testes em animais e 42% vêm mudando os seus hábitos de consumo para amenizar possíveis impactos no meio ambiente.

Neste ano, uma nova abordagem

A perspectiva é que, em 2020, as pessoas se tornem ainda mais exigentes em relação ao consumo responsável, E, com isso, as marcas precisarão adaptar a forma como se comunicam atualmente com seus públicos. Antes, os consumidores se sentiam bem por adquirir um produto sustentável e havia um status nesse esforço. Agora, eles sentirão vergonha ao consumir um produto que não tenha essa preocupação. E isso já tem até um termo: greenshame ou, em português, ecovergonha. 

Dessa maneira, as marcas também deverão mudar a sua linguagem. Não que essa nova comunicação deva ser apoiada em sentimentos como culpa e vergonha. Mas ela precisará ser um reflexo do próprio discurso dos consumidores: mais firme, que mostre a realidade de forma mais crua e, assim, gere um maior senso de urgência. 

“Pressão verde” na prática: tendência de branding

Já é possível observar essa tendência em diversas marcas. E uma delas é a Not Company, uma empresa de produtos como maionese, sorvete e leite, mas que fabrica tudo isso sem o uso de ingredientes de origem animal. Uma das principais estratégias comunicacionais dessa startup é deixar bem claro para os consumidores que seus produtos não são como os alimentos tradicionais, como a maionese que não é feita à base de ovos. E, para isso, a marca brinca com o nome desse produto: NotMayo

Essa estratégia de diferenciação adotada pela Not Company é muito poderosa, pois ela se coloca em um patamar mais “elevado” (de respeito aos animais) em relação às outras marcas. E isso sem mencionar, em nenhum momento, os seus concorrentes. Além disso, a empresa consegue aliar a publicidade de seus produtos à sustentabilidade, provocando uma discussão ainda mais significativa: a relação do nosso modo de vida com a sobrevivência do planeta. E deixa isso bem claro em seu site.

Assim, podemos nos preparar para um ano (e, quem sabe, uma década) marcado pela “pressão verde”, que será responsável pela mudança de posicionamento de diversas marcas e consumidores. Para saber mais sobre essa e outras tendências de branding que prometem mudar a dinâmica dos negócios, confira o nosso e-book “Tendências para 2020”.