Como o design pode tornar sua marca mais sustentável?

Uma ideia capaz de deixar situações delicadas mais leves e divertidas. Uma mudança em uma embalagem para melhorar a experiência de consumo. Uma forma de despertar a atenção das pessoas para assuntos importantes. Acredite: quem está por trás disso tudo é o design. Não é à toa que empresas de diferentes segmentos dão cada vez

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Uma ideia capaz de deixar situações delicadas mais leves e divertidas. Uma mudança em uma embalagem para melhorar a experiência de consumo. Uma forma de despertar a atenção das pessoas para assuntos importantes. Acredite: quem está por trás disso tudo é o design.

Não é à toa que empresas de diferentes segmentos dão cada vez mais importância a essa área e apostam nela para atingir os mais diversos objetivos. E é justamente por causa dessa versatilidade do design que ele também pode ser um ótimo caminho para tornar sua empresa (e o mundo) mais sustentável.

Ao dar soluções para problemas de forma inovadora e criativa, ele contribui para que produtos e serviços sigam em direção a um futuro responsável e consciente. Quer saber mais sobre a relação do design com a sustentabilidade? Continue a leitura e entenda!

Ecodesign

O design pensado com o objetivo de aproveitar melhor os recursos e reduzir os impactos ambientais tem, inclusive, nome próprio. O ecodesign, como é chamado, refere-se ao processo de criação que valoriza e contribui com o desenvolvimento sustentável – e, em uma época de consumidores mais conscientes, ele vem se tornando uma tendênciapara as empresas.

Suas possibilidades de aplicação são múltiplas e perpassam vários aspectos do design. No caso das embalagens, por exemplo, o ecodesign aparece com cada vez mais relevância para marcas que desejam se manter competitivas no mercado.

Uma das principais estratégias consiste em repensar os materiais utilizados na produção em função de seus possíveis impactos ambientais. Nesses casos, uma solução eficiente é substituí-los por outros menos nocivos ao planeta – como os materiais reciclados, os biodegradáveis e os upcycled– ou, até mesmo, reduzir sua quantidade nas embalagens.

Em relação ao plástico, por exemplo, já são muitas as marcas que estão conseguindo diminuir sua utilização sem que isso afete a qualidade das embalagens, o que contribui com uma menor acumulação de resíduos no meio ambiente, além de garantir mais sustentabilidade aos processos logísticos. Afinal, usando menos material, o peso das embalagens diminui e torna-se possível transportar a mesma quantidade de produto com menos combustível – o que implica em maior economia de recursos e menor emissão de gases poluentes.

Um exemplo recente de uma mudança nesse sentido é a marca Corona, que lançou anéis sem plástico para as suas cervejas. A novidade é feita com fibras biodegradáveis à base de plantas e uma mistura de materiais compostáveis com resíduos de subprodutos.

Mas não é só o material que faz um design sustentável!

Aplicar o design como uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável não se restringe aos materiais que sua marca usa nas embalagens. Investir em recursos renováveis é, sem dúvidas, uma tarefa essencial para atingir esse objetivo, mas é sempre importante pensar no cenário como um todo na hora de criar novas estratégias.

Ajudar o consumidor a reduzir desperdícios, incentivar hábitos conscientes, aumentar a vida útil dos produtos, tornar a produção mais eficiente – tudo isso também pode ser alcançado por meio de um design sustentável. Quer um exemplo? As embalagens ativase as embalagens inteligentescontam com tecnologias capazes de facilitar tarefas que vão da produção ao consumo.

As embalagens ativas, por exemplo, possuem uma relação dinâmica com o produto e modificam a atmosfera dos alimentos para garantir um maior tempo de prateleira (shelf-life). Já as embalagens inteligentes contam com sensores que monitoram e comunicam as condições dos produtos em tempo real. Ambas são ótimas para dar mais controle à cadeia de produção, melhorar a experiência dos consumidores e evitar desperdícios.

No caso desta embalagem de carne, um pequeno sensor é capaz de detectar se o produto está fresco ou se já passou da validade. A solução, do ponto de vista do design, é simples, mas fácil de ser compreendida por qualquer um: basta passar o dedo no dispositivo e sentir a superfície para descobrir a condição do alimento.

Outro ponto importante, e que muita gente acaba esquecendo, é que a sustentabilidade não se restringe apenas à questão ambiental. É fundamental investir em iniciativas que também desenvolvam os pilares econômicos e sociais – e o design pode ser essencial para esse objetivo. Defender causas e apoiar questões sociais nas embalagens, por exemplo, são ótimas formas de contribuir com um futuro mais justo e, por esse motivo, estão cada vez mais fazendo parte das ações de sustentabilidade das empresas.

Leia também: Design e engajamento: as marcas devem defender causas?

Se antes o design era visto como uma ferramenta para posicionamento de marca e comunicação com os consumidores, agora ele também deve começar a fazer parte das estratégias sustentáveis da sua empresa. Afinal, o que uma marca não pode é ficar para trás quando o assunto é sustentabilidade, não é mesmo?