Crise do coronavírus: como as marcas podem ser mais colaborativas?

É muito comum que os consumidores criem expectativas em torno de suas marcas preferidas. Portanto, durante a crise do coronavírus, esperam que as empresas usem seus recursos para trazer impactos positivos à sociedade, aos consumidores e colaboradores. Por isso, mais do que nunca, é preciso que as marcas repensem suas estratégias e operações, buscando entender

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É muito comum que os consumidores criem expectativas em torno de suas marcas preferidas. Portanto, durante a crise do coronavírus, esperam que as empresas usem seus recursos para trazer impactos positivos à sociedade, aos consumidores e colaboradores. Por isso, mais do que nunca, é preciso que as marcas repensem suas estratégias e operações, buscando entender o que é mais importante para o público neste momento, a fim de satisfazer suas necessidades. E alguns estudos nos apontam caminhos para isso.

Uma pesquisa da Kantar Ibope Media mostrou que, para os consumidores brasileiros, as marcas devem priorizar o atendimento ao cliente, proteger o fornecimento de produtos e serviços, oferecer descontos, fazer doações e dar apoio a hospitais e pesquisas científicas, se disponibilizar ao governo para ajudar as comunidades e se preocupar com a saúde dos seus  funcionários. Além disso, para 80% dos entrevistados de um outro estudo da Kantar, as empresas não devem explorar a situação da pandemia para se promover.

Mas como as marcas podem agir durante a crise do coronavírus?

Seja por meio de ações motivadoras, de facilitação do cotidiano de quem está em casa ou de colaboração com o trabalho de quem está na linha de frente no combate ao coronavírus, diversas marcas já dão bons exemplos de como se posicionar durante a pandemia. Confira!

Ofereça ajuda às comunidades

O desafio das marcas agora é manter seus negócios sem perder o foco nas pessoas. Por isso, é tão importante que elas se coloquem à disposição para ajudar as comunidades. A Jiggy Puzzles, uma empresa americana de quebra-cabeças que divulga ilustrações e pinturas feitas por mulheres, lançou uma série especial. A “Jiggy Originals” é ilustrada e pintada por novos talentos e a renda obtida com as vendas é destinada ao “COVID Artist Relief Fund”, que está oferecendo amparo a artistas durante a pandemia.

Já o designer chinês Frank Chou buscou uma solução criativa que ajude as pessoas a incorporarem os novos hábitos de higiene para prevenção da Covid-19. Para isso, ele se uniu a outros estúdios na elaboração do “Create Cures” (“Criando Curas“, em português). A iniciativa, sem fins lucrativos, inclui projetos de lâmpadas esterilizadoras, máscaras de proteção tecnológicas, kits de sanitização portáteis, luvas de papel e, até mesmo, sabonete líquido para mãos que muda de cor para indicar se a limpeza foi feita no tempo correto.

Crie condições especiais para os clientes

Para fortalecer a consciência da marca, neste período de desafios, é importante flexibilizar condições de acordo com as necessidades dos consumidores. A rede Pão de Açúcar, por exemplo, está oferecendo um horário de atendimento exclusivo para idosos em suas lojas e dando prioridade na entrega das compras para clientes com mais de 60 anos.

Já a startup Além, que fabrica malas de viagem, reforçou o seu propósito: “Inspirar, informar e equipar o viajante moderno”. Para isso, a empresa investiu na produção de conteúdo, criando uma comunidade de viajantes em suas mídias digitais. Lá, é possível encontrar curiosidades sobre a cultura e gastronomia de diversos países e peças que dialogam com as memórias afetivas dos viajantes. Além disso, a marca está oferecendo descontos em seus produtos e vouchers que poderão ser usados até o final do próximo ano. 

Repense práticas e modelo de negócios

Como não podem abrir lojas ou promover encontros entre suas equipes, as empresas precisam aprimorar ou criar uma estratégia digital para manter suas operações e repensar a rotina de trabalho. Assim, a Flávia Aranha — marca de roupas tingidas com técnicas naturais — apostou em um editorial caseiro para lançar sua nova coleção e fortalecer sua presença nos meios digitais. Para isso, as peças foram enviadas à produtora de conteúdo Flávia Ribeiro, que “modelou” e foi fotografada pelo parceiro, Leonardo Portes.

Seguindo a mesma linha, diversas lojas do Mercado Novo — um espaço que busca valorizar a gastronomia e cultura de Belo Horizonte — estão migrando seus negócios para o ambiente virtual. Marcas como a Aveia Tapeçaria, que divulga produtos artesanais feitos por moradores do interior de Minas Gerais, recorreram ao Instagram e WhatsApp para continuar comercializando seus produtos e se relacionando com os seus clientes. 

Proponha soluções sem almejar lucro

Durante a pandemia, o objetivo das empresas não deve ser aumentar as vendas, mas, sim, priorizar sua contribuição para a sociedade e fortalecer o relacionamento com o público. Um bom exemplo foi dado pela Havaianas, que lançou a campanha “Vista as sandálias dos outros”, para incentivar a empatia entre os consumidores. Além disso, a marca confeccionou calçados e máscaras de proteção para profissionais de saúde, redesenhando sua linha de produção a fim de garantir também a saúde dos seus funcionários. 

A crise do coronavírus trouxe muitos desafios tanto para grandes empresas quanto para empresas menores e locais. Mas, como mostram alguns exemplos de marcas, a empatia e a cooperação podem ajudá-las a construir resiliência e criatividade para sair deste período com ainda mais capacidade de inovação e trabalho colaborativo. Gostou deste artigo? Siga nosso Instagram e Facebook para ficar por dentro de mais novidades!