Por que os clubes de assinatura podem ser um bom negócio?

Em meio à correria do dia a dia e à (imensa) quantidade de informações que recebemos em nossas caixas de e-mails, redes sociais e aplicativos de mensagens, os clubes de assinatura ganharam um charme especial. Afinal, sem ter que enfrentar filas e multidões, os assinantes recebem produtos desejados, em experiências exclusivas de marca. E foi

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Em meio à correria do dia a dia e à (imensa) quantidade de informações que recebemos em nossas caixas de e-mails, redes sociais e aplicativos de mensagens, os clubes de assinatura ganharam um charme especial. Afinal, sem ter que enfrentar filas e multidões, os assinantes recebem produtos desejados, em experiências exclusivas de marca. E foi justamente com esse apelo que os clubes cresceram 167%, no Brasil, entre os anos 2014 e 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

Mas não é só a comodidade que explica o sucesso desse modelo. Para entender o crescimento desses clubes de assinatura e o impacto que isso traz às marcas. é preciso compreender o contexto em que eles estão inseridos. Nossa equipe foi atrás dessas respostas e ainda trouxe, para você, exemplos de marcas que andam mandando bem nessa área. Vem aprender com a gente!

O que explica o crescimento dos clubes de assinatura?

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Com o sucesso dos clubes de assinatura, as marcas precisam estar atentas à esta nova oportunidade

Como vêm apontando os portais especializados em agências de tendências (como a WGSN) e em “mundo” dos negócios, para entender esse fenômeno, é importante considerar que, cada vez mais, as marcas vem aderindo a um modelo de negócios chamado “Direto ao Consumidor” ou D2C (Direct to Consumer, em inglês).

Isso porque esse modelo permite que as empresas vendam seus produtos diretamente aos clientes, o que gera benefícios em uma via de mão dupla: os consumidores se informam e se aproximam das marcas, e essas, por sua vez, se destacam de uma maneira mais transparente para seus públicos, além de terem maior controle dos processos logísticos. 

E se as marcas andam querendo um contato mais próximo com os consumidores, os clubes de assinatura vêm se sobressaindo como uma saída interessante. Eles permitem que as empresas ofereçam uma experiência de marca envolvente, com caixas repletas de surpresas exclusivas e artigos personalizados, e ainda consigam um faturamento regular. 

A maior adesão das pessoas ao e-commerce, durante a pandemia, também contribuiu com o sucesso do modelo: o mercado brasileiro de clubes de assinaturas, até outubro deste ano, teve um crescimento de 10%, em relação a 2019, segundo pesquisa da Betalabs divulgada no portal de investimentos Valor. Também no mesmo período, foram lançados 800 novos clubes no país e, por dia, 600 novos consumidores aderem às assinaturas.

O que aprender com clubes de assinatura que estão mandando bem no mercado?

Como dito, esse modelo de negócios vem fazendo sucesso entre os consumidores, mas, é claro, que requer alguns cuidados. Além de oferecer preços compatíveis e ter uma estratégia de branding forte, as empresas precisam fazer um estudo minucioso para entender se há demanda para que os produtos sejam adquiridos periodicamente.

Dialogando diretamente com seus públicos, algumas marcas vêm mostrando que dá pra fazer bonito na experiência de marca por meio do modelo de assinaturas. Olha só!

1. Harry’s: escute o feedback do seu público

O mercado de lâminas de barbear é, digamos, um tanto “perigoso” para concorrentes. Afinal, algumas marcas com grande presença no varejo detêm uma grande fatia do mercado. Mas a americana Harry’s, fundada por Andy Katz-Mayfield e Jeff Raider, decidiu afiar argumentos e enfrentar esse desafio. Oferecendo lâminas alemãs — conhecidas pelo alto padrão de qualidade — e produtos para barbear premium a um preço competitivo, a marca vem conquistando clientes por meio de clubes de assinaturas.

Em uma entrevista, o gerente da Harry’s Matt Hiscock contou um dos segredos da marca para o sucesso: ouvir os retornos dos clientes e aprimorar os serviços a partir deles.

“Por causa de nosso relacionamento próximo, recebemos muitos feedbacks dos nossos clientes, o que nos ajuda a fazer aprimoramentos em nossos produtos.” contou ele. “Por exemplo, nós adicionamos uma lâmina de corte em nossa segunda geração de navalhas porque diversos clientes nos disseram o quanto isso seria benéfico para o seu barbear.” 

Para se manter relevantes, os clubes de assinatura precisão estar atentos às opiniões dos consumidores e adequar seu produto

2. Petiko: entregue produtos e serviços personalizados

Quem diria que os amigões de quatro patas movimentariam uma fatia tão grande do mercado? Segundo um levantamento da Euromonitor International, divulgado pela Forbes, neste ano, o Brasil tornou-se o 2º maior mercado de produtos pet do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

E embora o setor tenha sofrido um impacto, no início da pandemia, ele retomou o fôlego poucos meses depois. Isoladas em casa, as pessoas mostraram-se mais abertas a adotar bichinhos de estimação ou ficaram mais atentas às necessidades deles. 

E nada melhor para cuidar dos pets do que receber, em casa, os produtos que eles precisam, não é mesmo? Pensando nisso, a Petiko oferece aos seus clientes planos de assinatura de acordo com as necessidades de cada animal de estimação. Com eles, os assinantes recebem petiscos premium, brinquedos e dicas de cuidado selecionados por especialistas, que levam em consideração o porte, a raça, o sexo e a idade dos bichinhos. 

Para atrair pessoas, as marcas também precisam investir na personalização seus produtos

3. TAG: ofereça uma experiência envolvente e exclusiva

Não dá para falar em clubes de assinatura e modelos D2C sem mencionar a TAG Experiências Literárias. Afinal, a marca se tornou um dos maiores destaques nesse segmento. Desde 2014, o clube envia aos clientes uma obra literária surpresa, selecionada “a dedo” por um curador da área de literatura, além de uma revista temática e de um mimo. 

Hoje, a TAG também oferece best-sellers internacionais ainda inéditos no Brasil. Durante a pandemia, segundo o diretor de marketing da marca, mais pessoas se aproximaram do clube: as visitas ao site cresceram 70% em relação ao mesmo período no ano passado. E também houve um aumento no número de downloads dos aplicativos da TAG, que buscam incentivar o hábito de leitura. 

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Para cativar os assinantes, as empresas precisam precisão usar a criatividade e inovar experiências

Os clubes de assinatura têm se mostrado um campo fértil para marcas que desejam oferecer experiências marcantes e estreitar o relacionamento com os seus públicos. Impulsionados pela pandemia e pelos novos hábitos dos consumidores, esse modelo de negócios mostra que, com estratégia, criatividade e atenção aos detalhes, é possível conquistar o seu lugar no mercado!

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