Narrativa transmídia: como as marcas podem investir nessa estratégia?

Mesmo com o mundo cada vez mais conectado, engajar com os consumidores não se tornou menos desafiador. É que com tantos conteúdos disponíveis e tantas interações acontecendo simultaneamente, a concorrência pela atenção das pessoas também aumentou. Nesse contexto, em que real e virtual se misturam de forma quase que indissociável, novas estratégias passaram a fazer

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Mesmo com o mundo cada vez mais conectado, engajar com os consumidores não se tornou menos desafiador. É que com tantos conteúdos disponíveis e tantas interações acontecendo simultaneamente, a concorrência pela atenção das pessoas também aumentou. Nesse contexto, em que real e virtual se misturam de forma quase que indissociável, novas estratégias passaram a fazer sentido para as marcas conversarem eficientemente com seus públicos — e a narrativa transmídia é uma delas. 

Diferentes plataformas, diferentes histórias

Vídeos, podcasts, jogos, outdoors, embalagens… Esses são exemplos de mídias com as quais as pessoas interagem diariamente, sendo que cada uma delas possui suas peculiaridades e também suas potencialidades. O conceito de narrativa transmídia surge exatamente da ideia de aproveitar os benefícios de cada meio para construir uma história que atravesse diferentes canais de maneira única e complementar. 

Também chamada de transmedia storytelling (em inglês), essa estratégia consiste em aumentar o contato com o público por meio da dispersão da narrativa em múltiplas plataformas, com o objetivo de criar uma experiência mais valiosa e, assim, gerar mais engajamento. 

Um ponto interessante da narrativa transmídia é que não se trata de uma mesma história divulgada em vários canais. Para cada mídia, é produzida uma história que faz sentido isoladamente, mas, quando associada às outras partes, dá origem a um entendimento mais rico sobre o todo. Como exemplo, pense na franquia Star Wars, que já lançou várias narrativas que se interconectam em filmes, videogames, livros, quadrinhos e séries animadas.

Mas como as marcas podem usar a narrativa transmídia?

Explorar as diferentes plataformas na hora de criar conteúdos e oferecer informações sobre um produto ou serviço traz ótimos resultados. Em uma estratégia de branding, uma marca pode aproveitar os formatos de cada mídia (vídeo, áudio, imagem) para produzir narrativas sobre sua história, seus valores ou seu modelo de negócio. Assim, é possível não só aumentar os pontos de contato com os consumidores, mas também divulgar os diferenciais da empresa de modo interativo. 

Nesses casos, em que são reveladas informações distintas em cada canal, a pessoa que transitar entre as mídias terá uma experiência mais completa — o que funciona como um incentivo para o engajamento. Ao investir nisso, a empresa torna-se presente na vida dos consumidores de um jeito envolvente e criativo. 

A marca de gomas de mascar Chiclets, por exemplo, conseguiu aplicar uma estratégia de narrativa transmídia utilizando suas embalagens. Na campanha Emotigums, a empresa criou caixinhas com 135 personagens e disponibilizou conteúdos exclusivos a partir de um código escaneável. As diferentes embalagens, que podiam ser colecionadas, destravam vídeos, jogos e narrativas bem-humoradas sobre a história da marca. 

Utilizar QR Codes pode ser mesmo uma boa maneira de expandir a narrativa sobre um produto a partir da sua embalagem. Na Rituais, nova linha de cafés especiais da 3Corações (que teve sua identidade desenvolvida pela Pande), a marca disponibilizou um código que permitia ao consumidor ter acesso a informações sobre a origem daquele café, como foi o processo utilizado na pós-colheita, a data de produção e até mesmo o nome da fazenda produtora. Assim, foi possível divulgar as características do café não só nas embalagens mas em outros espaços, dando prioridade para a interatividade.

Em um mundo cada vez mais conectado, é interessante que as marcas utilizem a narrativa transmídia para se comunicar com os consumidores. Assim, é possível expressar posicionamentos, reforçar valores e exaltar diferenciais por meio de conteúdos complementares, interativos e, principalmente, criativos.