Mercado internacional e design: será que minha empresa deve se aventurar fora do Brasil?

Antes de começar a leitura, vamos fazer um exercício. Foque sua atenção por alguns segundos na cor vermelha abaixo.

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A ideia de fazer negócios com clientes internacionais pode causar um frio na barriga de muitos profissionais do design. Agora, será que essa apreensão tem mesmo razão para existir?

No artigo desta semana, queremos que você entenda que uma experiência no mercado internacional é um desafio recompensador! Para isso, vamos a um rápido exercício: imagine-se fazendo parte de uma empresa do Sul do Brasil e com clientes apenas dessa região. O seu contato é restrito a uma cultura específica, com pessoas que vivem neste ambiente específico e que têm seus hábitos influenciados por fatores específicos.

Agora pense que você está começando um projeto com um cliente do Nordeste do país. Como é inevitável que as influências da sua cultura reflitam no seu trabalho, talvez você enfrente dificuldades em atingir uma harmonia rápida para entender os fatores que são importantes para ele. Ora, são climas, dialetos e necessidades de um público bastante diferente.

Mas também é provável que, aos poucos, sua empresa vá compreendendo melhor aquela nova realidade e até mesmo utilize as experiências adquiridas no Sul para este projeto no Nordeste. O ponto é: quando menos perceber, você terá aprendido coisas novas e, ao finalizar o trabalho, estará mais rico em referências, repertório e maturidade de mercado.

Essa comparação entre Sul e Nordeste também serve quando estamos falando de mercados nacionais e internacionais. Sair da alçada doméstica é fundamental para que sua empresa aumente o portfólio de projetos, mas também para que amplie a visão sobre o próprio trabalho de design, adquirindo novos conhecimentos e habilidades.

Vale a pena tentar a sorte no mercado internacional

Seja um cliente perto do Brasil – na Argentina, por exemplo – ou até em uma distante China, permitir-se ao desafio de trabalhar com pessoas de outros países é entrar em contato com situações inéditas que requisitam ideias inéditas. E é fato: sua empresa enriquecerá muito com essa experiência.

Lidar com outros mercados implica em trabalhar com culturas, demandas e pressões diferentes. E isso certamente será bom para o seu negócio, porque o portfólio ficará mais plural e atrativo.

Ao conhecer realidades distintas, abre-se um leque de possibilidades para inovação, tornando-se mais fácil perceber necessidades e encontrar soluções criativas, inclusive para seus clientes nacionais.

Mais diversidade de clientes traz mais dinâmica para seu trabalho como designer, com mais possibilidade de acessar repertórios e universos distintos. E tudo isso faz com que sua capacidade de atuação fique mais diversa, porque sua visão sobre o design não precisa ser mais subordinada a uma cultura específica.

Mas quem disse que é fácil trabalhar com mercado internacional?

Sim, nós sabemos. Ter acesso ao mercado exterior não é só uma questão de vontade. Mas, calma, também não é algo impossível. Começar exige um “trabalho de formiguinha” que vale muito a pena. Vivemos em um novo cenário onde as distâncias e barreiras foram reduzidas e, nesse contexto, temos a sorte de que a criatividade brasileira é muito bem-vistapelo mundo.

Um primeiro passo é estudar o mercado internacional e conhecer empresas de design (tanto daqui, quanto de lá) e quais são os países estratégicos para o trabalho que você realiza. Mas, acima de tudo, uma coisa é fundamental: que você seja encontrado!

Quando um cliente de outro país procura por uma empresa de design para realizar um projeto, sabe o que ele precisa para chegar até você? Que você esteja visível! Por isso, invista em divulgação, em comunicação, em presença. Destaque-se!

Alguns exemplos de trabalhos da Pande com clientes internacionais

Nós aqui da Pande temos algumas experiências com clientes do mercado internacional e, se você acompanha nossas redes sociais (Instagram, Facebook e LinkedIn), você já deve saber disso. Uma delas é com a peruana Alicorp, uma empresa do Grupo Romero que é líder no mercado de consumo massivo do Peru. Com eles, desenvolvemos vários projetos de design de embalagens, como a edição limitada do biscoito Cassino, com o tema da Copa do Mundo.

Além do biscoito Cassino, tivemos o desafio de fazer o reposicionamento da marca de margarina Sello de Oro, também da Alicorp. Após uma imersão dentro da categoria de margarinas (tanto no Peru, quanto no Brasil), a solução encontrada foi pensar a marca como aliada do consumidor na cozinha e no preparo de receitas tradicionais.

Outro exemplo relevante foi o nosso projeto com a Almond Breeze – uma marca de bebidas sem lactose dos EUA. O objetivo era adaptar os conceitos da marca para a realidade dos consumidores brasileiros, mas sem perder a identidade das embalagens originais.

Por isso, dizemos com tranquilidade: ampliar os horizontes do seu trabalho de design é sempre positivo. Investir no mercado internacional traz potencialidades interessantes para sua empresa, novas experiências e uma bagagem profissional maior.