Design inclusivo: como tornar o distanciamento social mais acessível?

Como falamos em nosso artigo sobre inclusão e inovação, pensar o design para garantir e encorajar a participação de todo mundo nas esferas sociais, econômicas, culturais e políticas é um dos temas mais importantes de hoje. Em tempos de pandemia, o design inclusivo se torna ainda mais imprescindível para evitar um maior número de contaminações

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Como falamos em nosso artigo sobre inclusão e inovação, pensar o design para garantir e encorajar a participação de todo mundo nas esferas sociais, econômicas, culturais e políticas é um dos temas mais importantes de hoje. Em tempos de pandemia, o design inclusivo se torna ainda mais imprescindível para evitar um maior número de contaminações pelo coronavírus. Neste artigo, você vai conhecer alguns exemplos de marcas que buscaram soluções criativas e eficientes para ajudar mais e mais pessoas. Confira!

Oportunidade para repensar conceitos e processos

Embora os números já sejam suficientes para motivar o engajamento das marcas na luta pela acessibilidade — segundo o “Panorama Nacional e Internacional da Produção de Indicadores Sociais”, publicado pelo IBGE, em 2018, as pessoas com algum tipo de deficiência representam 6,7% da população, somente no Brasil — pensar um projeto de design sob a perspectiva da inclusão é uma tendência ainda muito recente.  

Mas a crise do coronavírus acelerou uma série de processos no mundo todo e a criação de produtos e serviços acessíveis foi um desses insights. Para algumas marcas, esse momento representou a oportunidade de rever conceitos e processos, com foco no que realmente importa: o bem-estar das pessoas. Por isso, elas ampliaram suas perspectivas sobre os usuários, mobilizaram recursos e se dedicaram a soluções criativas e eficientes.

Design inclusivo: iniciativas que trazem benefícios para todo mundo

Uma das questões mais evidenciadas pela pandemia foi a importância da tecnologia para nos manter em contato com pessoas queridas, facilitar as tarefas do dia a dia, viabilizar o home office e nos proporcionar uma gama de possibilidades de estudos e novos hobbies. Mas como fica a população idosa, que tem maior dificuldade para usar os recursos tecnológicos e é um dos principais grupos de risco de contaminação do coronavírus?

Para Joseph Coughlin, fundador e diretor do AgeLab, laboratório do Massachusetts Institute of Technology (MIT) dedicado ao envelhecimento, “a tecnologia significa empoderamento, mas temos que instalar, ensinar e manter.”. Pensando nisso, o site CanalTech liberou uma versão gratuita do seu curso online Vovô Tech, com três aulas que ensinam os idosos a dominarem recursos básicos de smartphones por meio de videoaulas bastante didáticas.

Quem também colocou suas ideias a serviço da acessibilidade foi a equipe da Hand Talk. Assim que os primeiros casos de coronavírus chegaram ao Brasil, em março de 2020, a equipe do aplicativo — que faz a tradução de áudios e textos em português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) — produziu um vídeo com dicas de prevenção, ampliando a divulgando de informações essenciais de saúde pública para pessoas com deficiência auditiva, uma forma bastante eficaz de ajudar a evitar mais contágios.

Todo mundo precisa estar no jogo, ainda mais quando o assunto é reduzir a disseminação do coronavírus. E a solução pode ser bem simples e de baixo custo, como comprovou o designer americano Michael Soleo ao criar uma máscara facial com material transparente sobre os lábios, permitindo que pessoas com deficiência auditiva continuem fazendo uso da leitura labial no contato com outras pessoas — um recurso importante para que elas possam interagir com caixas de supermercados, por exemplo.

Como elaborar soluções mais inclusivas e inovadoras?

Você gostou dos exemplos anteriores? Boa notícia, porque a sua marca também pode se comprometer com a criação de um projeto de design inclusivo para ajudar as pessoas em tempos de pandemia (e sempre!). Esse processo passa por entender as diferentes referências simbólicas e semânticas do usuário, livrar-se de suposições e ampliar perspectivas. Entenda como!

1. “Repense a perspectiva da incapacidade”

Esse conselho de August de los Reyes, diretor de design do Pinterest, pode transformar seu ponto de vista. Ele afirma que as incapacidades não são resultado de diferenças mentais ou físicas, mas, sim, uma incompatibilidade entre as habilidades do usuário, o ambiente em que ele está inserido e os objetos com os quais interage, ou seja, “a incapacidade é projetada”. Aprenda mais sobre essa ideia no vídeo do TEDx:


2. Livre-se de preconceitos e suposições

Pessoas com deficiência não se limitam às suas diferenças de habilidades. Mike “BrolyLegs” Begum, por exemplo, nasceu com artrogripose e escoliose aguda e é um destaque na comunidade de jogadores de Street Fighter. Ele se consagrou usando a personagem Chun-Li, conhecida por exigir muitas técnicas, e venceu o torneio EVO 2017, um dos maiores na modalidade de jogos virtuais de luta. Confira essa história no vídeo:

No contexto da pandemia, um olhar diferenciado faz ainda mais diferença para que o mundo se torne acessível e todas as pessoas tenham direito ao distanciamento social com uma boa qualidade de vida. Para isso, é preciso que as marcas repensem seus produtos e serviços fundamentadas em um design inclusivo, que passa por uma postura mais atenta e empática em relação às necessidades do seu público. E tem jeito melhor de trabalhar? 

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